segunda-feira, 28 de junho de 2010
As crenças e as suas qualidad
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O JOGO
quinta-feira, 17 de junho de 2010
É possível uma sociedade Justa?
Baseando-se em alguns dos significados presentes no dicionário digital “Aulete”, justiça significa “Situação em que cada um recebe o que lhe cabe, como resultado de seus atos ou de acordo com os princípios e a lei da sociedade em que vive”. Ao analisar essa interpretação, nos deparamos com alguns problemas que merecem ser apresentados. Logo no início, quando o mesmo salienta que justiça parte de uma situação em que cada um recebe o que lhes cabe, leva-nos a refletir sobre as seguintes questões: que critérios a pessoa que julgar tal ato deverá levar em conta? Existiria uma pessoa capaz de exercer tal função sem que suas decisões venham se tornar injustas? Seguindo o raciocínio, levando em conta agora toda resolução apresentada, pode-se dizer que ao seguir as leis impostas pela constituição, está-se fazendo um julgamento justo? Deve-se levar em conta apenas os resultados dos seus atos ou a sua intenção ou até mesmo os por quês que motivaram o sujeito a praticar determinada atitude? De que princípios o julgamento deve partir?
Segundo Abrão Iuskow, “justiça é aquilo que está conforme o direito” (1998, p. 191). Contudo, ao se referir a palavra direito Iuskow nos apresenta dois viés para entender a palavra direito: Direito Natural e Direito Positivo. Esse último está submetido ao respeito às leis escritas. Já o Direito Natural está relacionado à própria noção de justiça. Ela surge, nesse caso, como uma disposição inata nos seres humanos. Isto é, “existe em virtude da própria natureza humana, uma ordem ou disposição que a razão humana pode descobrir, e segundo a qual a vontade humana deve atuar para se acordar com os fins necessários dos seres humanos” (IUSKOW, 1998, p. 191).
Com essa afirmação Iuskow busca nos informar que somos dotados naturalmente, com ajuda da razão, da capacidade de distinguir uma situação injusta. Para ele, da mesma forma que conseguimos perceber o sabor dos alimentos, há sensores naturais que possibilitam ao ser humano perceber quando determinadas atitudes tornam-se injustas. Nesse caso, podemos utilizar como exemplos atitudes como “furar a fila”. Não é necessário alguém nos ensinar que para uma fila se manter numa ordem justa é preciso que o último a chegar permaneça em seu devido lugar, evitando passar na frente de quem chegou antes. No momento que essa ordem for quebrada, o senso de justiça é despertado, mesmo que o sujeito prejudicado não tenha sido anteriormente instruído.
Tendo em vista isso, pode-se dizer que o direito positivo (lei escrita) possui seu conteúdo calcado sobre o senso racional de justiça. Isto é, as leis que existem estão intimamente relacionadas à noção natural que podemos ter sobre a justiça. Isso acontece pelo fato de as leis escritas não conseguirem, por si sós, garantir que uma decisão seja necessariamente justa. O direito positivo surge como um meio de tornar visível e prática a busca pela justiça. Porém, esse não deve ser o único meio a ser utilizado ao buscar resolver um problema em que esse conceito está em jogo. Para Iuskow, “(…) uma coisa não é justa porque é lei, mas sim que deve ser lei porque é justa (1998 p. 192). A prática da justiça requer algo mais que o simples seguimento das leis, ela requer, do ser humano, sensibilidade em analisar os fatos, levando em conta o contexto e os motivos pelos quais resultou um determinado acontecimento.
Olinto Pegoraro chega a salientar, baseando-se na filosofia clássica, que a justiça caracteriza-se como sendo a virtude da coletividade. Levando em conta essa afirmação, o ser humano somente pode ser considerado virtuoso porque exerce uma função política e social. Ou seja, “ninguém é virtuoso para si, mas em relação aos outros” (1995, 103). Mesmo que os seres humanos sejam dotados de um núcleo subjetivo e único, como é o caso da consciência e a liberdade que cada um possui, o sujeito deverá guiar suas ações tendo em vista o coletivo. È necessário que as escolhas subjetivas estejam de acordo com o bem social, abrindo espaço para a prática da justiça e consequentemente o surgimento dos princípios éticos. Isso porque, conforme salienta Pegoraro “(…) para a filosofia contemporânea e clássica a ética consiste na convivência social e justa de seres humanos, formados para o respeito dos semelhantes e das coisas que lhes pertencem” (1995, p. 103).
Tendo em vista isso, pode-se levantar a seguinte questão: de que forma o seguimento rigoroso das leis poderá promover a justiça se essa levar em conta apenas as ações subjetivas sem precaver-se das necessidades sociais pelas quais resultaram determinadas ações? Assim sendo, tanto os sujeitos particulares quanto as próprias leis devem levar em conta o social. Segundo Pegoraro, “(…) na convivência social justa o homem chega à perfeição de si mesmo” (1995, p. 103). Porém, devido os diversos problemas presentes diariamente em nossa sociedade, somente levando em conta o social é que as leis poderão caminhar em direção à sua perfeição.
Outro significado encontrado no dicionário “Aulete digital” parte de um ordenamento social onde a igualdade é o princípio da justiça. Nele está descrito que a justiça se refere ao “funcionamento harmonioso de uma sociedade, com direitos e deveres iguais para todos os cidadãos”. Nesse sentido, Pegoraro afirma que a justiça “é o princípio da ordem pública” (1995, p. 104). Contudo, ele busca desdobrá-la em duas vertentes: a vida segundo a justiça e a vida social justa. No primeiro caso, a justiça está embasada nos princípios subjetivos de cada indivíduo envolvido. Porém, essas decisões provenientes dos sujeitos particulares devem ser aceitas por todos os atores sociais. Tendo em vista isso, os sujeitos devem respeitar, conhecer e proteger os direitos decorrentes do nascimento humano. Valoriza-se, nesse caso, o direito igual à vida, à educação da vida, à vida saudável, a participação na vida política, a distribuição dos bens materiais e culturais que alimentam a vida. Para Olinto, “estes direitos não se conquistam; são dados pelo nascimento” (1995, p. 105).
Se nessa primeira vertente Pegoraro destaca o papel do subjetivo ao buscar executar ações justas, na segunda ele passa a por em jogo o coletivo. Esse segundo princípio é formulado da seguinte forma: “devemos criar uma ordem social onde a cidadania seja plena e universal” (1995, p. 106). Nesse sentido, a cidadania não é dada apenas pelo nascimento, mas é resultado da participação efetiva do ser humano na vida política e social a ponto de lutar para a construção de estruturas sociais justas. Enquanto nossas estruturas sócio-políticas continuarem excluindo milhões de pessoas dos benefícios humanos básicos, como é o caso da miséria, fome, analfabetismo, sem-teto entre outros problemas, não haverá uma ordem social onde a justiça prepondere.
Tendo em vista toda essa preocupação com o social ao buscar extinguir as desigualdades, pergunta-se: é possível uma sociedade justa em meio a tantas desigualdades? Podem as desigualdades deixar de ser injustas? Parece-nos, até então, que acabar com a desigualdade é a receita para uma sociedade justa. O problema é que, conforme salienta Pegoraro, “as desigualdades são uma realidade irrecusável” (1995, p. 107). Se partirmos somente pelo viés de que para haver justiça é preciso combater as desigualdades, jamais haverá uma ordem social justa. Em toda história existiram desigualdades e por estarmos inseridos em famílias, culturas e condições sociais desiguais ela é inevitável. O que poderá haver é uma forma de administrar as desigualdades por meio da justiça social. Isso porque, “a justiça social não admite que as desigualdades sejam injustas” (PEGORARO, 1995, p. 107).
Assim sendo, não é preciso que haja uma igualitação das condições sociais para que a sociedade se desenvolva de forma justa. Isso porque, se assim for, a justiça será reprimida. È preciso, mesmo em meio a desigualdades, que os sujeitos disponham de liberdade para desenvolver suas potencialidades. Se não há condições sociais iguais é preciso que a justiça social administre as desigualdades de forma que os talentos das pessoas não sejam reprimidos. A injustiça está presente na vida social quando não há estruturas que garantam a todos os cidadãos oportunidades de evoluir em suas condições históricas. Para Pegoraro, “a injustiça social consiste: a) em negar a alguém a oportunidade de progredir em sua vida; b) em criar estruturas de exclusão; c) em evitar a criação de estruturas de promoção das pessoas” (1995, p. 107).
Ao garantir aos sujeitos a liberdade e os meios necessários para que possam desenvolver seus talentos, está-se, ao mesmo tempo, incentivando a desigualdade entre os sujeitos envolvidos. Isso decorre do fato de que há pessoas que possuem mais talentos e capacidades de progredir que outros. Por isso, pergunta-se: seria justo reprimir os talentos para poder então dispor de uma sociedade com um nível menor de desigualdade? Segundo a idéia aqui defendida, a resposta seria negativa. Nossa condição histórica e cultural não permite que as desigualdades sejam extintas. Pode-se até pensar que, pelo fato de haver pessoas com mais habilidades que outras, as injustiças e desigualdades aumentariam. Contudo, a idéia defendida não parte do princípio que a desigualdade seja excluída do sistema social, mas está-se referindo ao deixar todas as pessoas no mesmo patamar de condições. “(…) não é preciso nivelar todos os cidadãos no mesmo patamar; é preciso sim, que as condições de realização se estendam a todos incondicionalmente” (PEGORARO, 1995, p. 108).
Portanto, somente por meio da educação será possível romper com séculos de injustiças pelas quais atingiram milhões de pessoas. Há várias gerações pessoas vêem sofrendo por não possuírem as condições mínimas e necessárias para obter uma vida digna de ser vivida. Sem emprego, educação e saúde torna-se impossível que tais pessoas venham a atingir suas potencialidades. Nesse caso, a sociedade não lhes oferece as condições sociais para crescer conforme seus talentos. Com isso, Pegoraro salienta que a educação é o principal fator para que a sociedade venha dispor de uma ordem social justa. Todo esse problema só será resolvido “pela educação à cidadania que leva as pessoas e comunidade à participação política. Essa conscientização garante também o acesso a uma justa repartição dos bens materiais” (1995, p. 108).
Diego Bechi
Pós – graduando em Metodologia do Ensino de Filosofia –UPF,
Professor de Filosofia de 5ª à 8ª série em Tapejara – RS
Referências Bibliográficas
PEGORARO, Olinto A. Ética e justiça. Petrópolis: Vozes, 1995.
IUSKOW, Abrão. Cidadão de alto nível. Florianópolis: Sophos, 1998.
PF prende advogada e outros cinco por tráfico de drogas
Segundo a PF, a coordenação das atividades era feita por presidiários ligados à facção criminosa Comando Vermelho, que determinavam todos os passos dos colaboradores em liberdade e até negociavam propinas oferecidas a policiais paraguaios.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão, dentre eles o de uma advogada ligada à facção criminosa, e 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Duque de Caxias (Baixada Fluminense), Petrópolis (região serrana do rio) e São Paulo.
Cinco dos mandados de prisão serão entregues diretamente nos presídios, pois os criminosos já estão cumprindo pena por outros delitos. Também serão realizadas seis buscas em celas de presídios do Complexo de Bangu, no Rio.
Fonte: Jornal Estado de São Paulo
Hoje em dia até quem tem o papel de interceder a favor de alguém, defendendo-o com razões e argumentos, ou seja o advogado, comete barbáries como está. Acho que ter o ônus de exercer com exclusividade a capacidade de dirigir-se a juízo e postular direitos, não significa que você não pode ser um "FORA DA LEI". Nós podemos esperar tudo de um ser humano, julgar as aparências é só uma maneira de pré-conceito que todo ser humano tem dentro de si, um pré-conceito que é impostos pela sociedade e por seus costumes.
"As pessoas escolhem os caminhos que as dão as maiores recompensas com o menor esforço."
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Desespero? Obama fala sobre buscar formas de energia limpa
O presidente Barack Obama declarou na terça-feira (15) que "a hora de buscar formas de energias limpas para o futuro, é agora!". Essa declaração vindo de um presidente dos EUA sobre energias limpas é até estranho, indicios de que ele está entrando em tremendo desespero por conta dos gastos presentes e futuros, e percas presentes e futuras em relação ao mercado. Com essa atitude penso que só o que importa são os verdes das notas de dólar, e não o verde da natureza, que para a maioria sempre foi menos importante.
Desesperado agora o Obama nós fala sobre "energia limpa", eles não estão preocupados com o impacto ambiental do vazamento, e sim do impacto econômico. Fico imaginando o tipo de energia limpa que o EUA está planejando. Só espero que não seja uma descoberta ou uma invenção tão burra quanto a energia atômica, o petróleo e o capitalismo.
"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."
Mahatma Gandhi
Sérgio Gabriel da Costa Rubio.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Estilo de vida é responsável pelo desastre ambiental no golfo do México
Meu amigo Mark Mykleby, que trabalha no Pentágono, compartilhou comigo esta carta dele que foi publicada na semana passada no jornal de sua cidade, "The Beaufort Gazette", na Carolina do Sul. É a melhor reação que já vi ao vazamento de petróleo da BP - e também o melhor conselho ao presidente Barack Obama sobre exatamente em quem dar um pontapé naquele lugar.
"Eu gostaria de participar do jogo de acusações que passou a definir nossa abordagem nacional do atual desastre ambiental no golfo do México. Ele não é culpa da BP. Não é culpa do governo. É minha culpa. Eu sou culpado e sinto muito. É minha culpa porque eu não digeri as claras sugestões do mundo de que talvez eu devesse pensar no futuro e modificar o modo insustentável como levo minha vida. Se as mudanças geopolíticas, econômicas e tecnológicas da década de 1990 não o fizeram; se os ataques terroristas de 11 de Setembro não o fizeram; se a atual crise econômica não o fez ; talvez esse vazamento de petróleo seja o catalisador para que eu, como cidadão, me livre do meu estilo de vida baseado no petróleo. 'Cidadão' é a palavra-chave. É o que nós fazemos como indivíduos que importa.
Para os da esquerda, a regulamentação do governo não vai resolver esse problema. O papel do governo deveria ser criar um ambiente de oportunidade para aproveitar a inovação e o empreendedorismo que nos definem como americanos. Para os da direita, se você quer menos governo e impostos, então decida o que você vai abandonar e no que vai contribuir. Aqui está a linha final: se quisermos pôr fim a nossa dependência do petróleo, nós, como cidadãos, precisamos: pedalar para o trabalho, plantar uma horta, fazer alguma coisa. Por isso, mais uma vez, o vazamento de petróleo é minha culpa. Sinto muito. Eu não fiz minha parte. Agora preciso convencer minha mulher a desistir de seu carrão. Mark Mykleby."
Como diria Pogo, encontramos o inimigo e ele somos nós.
Mas isso significa que também somos a solução - se formos sérios. Veja, conseguimos sobreviver ao 11 de Setembro sem deixar que ele destruísse nossa sociedade aberta ou o Estado de direito. Conseguimos sobreviver à quebra de Wall Street sem deixar que ela destruísse nossa economia. Possivelmente sobreviveremos ao vazamento de petróleo da BP sem que ele destrua nossos ecossistemas costeiros. Mas não podemos forçar nossa sorte.
Temos de usar essa janela de oportunidade para nos isolarmos o máximo possível de todas as coisas ruins que podemos controlar e ser sérios para resolver os problemas que podemos controlar. Precisamos tornar todo o nosso país mais sustentável. Por isso vamos aprovar uma lei de energia-clima que realmente reduza nossa dependência do petróleo do Oriente Médio. Vamos aprovar uma reforma dos regulamentos financeiros que realmente reduza a probabilidade de outra crise bancária. Vamos colocar nossa casa fiscal em ordem, enquanto a economia se recupera. E vamos aprovar uma lei de imigração que nos permita atrair os melhores talentos do mundo e continuar sendo o líder mundial em inovação.
Precisamos de todos os anteparos que pudermos conseguir agora, porque vivemos em um mundo de ameaças entrelaçadas em cascata que têm o potencial de virar nosso país de ponta-cabeça a qualquer momento. Não sabemos quando o próximo homem-bomba de Times Square poderá ter sorte. Não sabemos quanto tempo os EUA e Israel vão tolerar o programa nuclear do Irã. Não sabemos se o Paquistão vai se manter unido e o que poderá acontecer com suas armas nucleares. Não sabemos quando a Coreia do Norte vai enlouquecer. Não sabemos se a União Europeia poderá continuar financiando a dívida da Grécia, Hungria e Espanha - e que contágio financeiro poderá provocar se não puder.
"Não é nossa imaginação", diz o consultor de estratégia corporativa Peter Schwartz - há muito mais coisas assustadoras pairando sobre o mundo hoje. Desde o fim da Guerra Fria e a ascensão da internet, perdemos os muros e as superpotências que juntas mantinham os problemas do mundo mais contidos. Hoje, unidades cada vez menores podem provocar confusões cada vez maiores - e qualquer confusão que seja criada hoje se espalha mais depressa e mais longe que nunca.
É por isso que precisamos solucionar os grandes problemas que estão sob nosso controle, e não adiá-los ou fingir que mais soluções dirigidas pelos lobbies, pelo mínimo denominador comum, ainda são satisfatórias. Uma crise é algo terrível de se desperdiçar, mas uma recuperação e um alívio para respirar - que é o que temos neste momento - é algo realmente terrível de desperdiçar. Não queremos olhar para trás neste momento e dizer: como pudemos voltar aos negócios como sempre e aos obstáculos políticos mesquinhos, com tantos cisnes negros circulando à nossa volta? Então realmente vamos chutar a nós mesmos.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Vazamento é o 11 de Setembro do meio ambiente, diz Obama .
"Da mesma forma que a visão sobre nossas vulnerabilidades e nossa política externa foi profundamente moldada pelo 11 de Setembro, eu acredito que esse desastre vá moldar a maneira como pensamos sobre o meio ambiente e a energia por muitos anos", disse Obama em entrevista ao site americano Politico.
O presidente americano, que visitará pela quarta vez nesta segunda-feira áreas afetadas pelo desastre, prometeu "avançar de forma decisiva em uma direção que nos dê o tipo de política de energia visionária e orientada para o futuro".
Obama disse ainda não ser possível prever se ocorrerá, ainda em sua geração, uma completa transição na economia americana que acabe com a dependência do petróleo.
"Agora, é a hora de começar a fazer essa transição e investir em uma nova forma de fazer negócios quando se trata de energia", disse.
Medidas
Na terça-feira, Obama detalhará as próximas medidas de seu governo sobre o vazamento em um pronunciamento sobre o assunto da Casa Branca.O vazamento no poço localizado a 1,5 mil metros de profundidade começou no dia 20 de abril, após uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, num incidente que provocou a morte de 11 trabalhadores.
Após várias tentativas frustradas de conter o vazamento, a BP conseguiu na semana passada colocar um dispositivo sobre a área danificada para recolher cerca de 15 mil barris por dia.
Segundo as estimativas, cerca de 40 mil barris de petróleo vinham vazando diariamente do poço desde o acidente.
Ainda nesta segunda-feira, executivos da BP devem ter uma reunião para discutir se irão suspender o pagamento previsto de dividendos aos acionistas.
A empresa vem sendo pressionada pelo governo americano para suspender o pagamento bilionário e usar o dinheiro no esforço de limpeza do vazamento.
Até o momento, a limpeza já custou à BP cerca de 1,6 bilhão.
Fonte: UOL NOTÍCIAS
Bom, acho que esse acontecimento ainda vai custar muito caro, para seres-humanos e para outros seres que serão prejudicados por essa onda preta.
Prestes a virar lei, monitoramento eletrônico de presos pode mandar 80 mil para casa.
Mesmo sem regulamentação federal, muitos Estados já realizaram testes com tornozeleiras e adiantaram a discussão nas assembleias legislativas. Rio Grande do Sul e São Paulo aprovaram o monitoramento eletrônico de presos em 2008, enquanto o Legislativo do Rio de Janeiro deu o aval no ano passado.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, argumentou, logo após aprovação de projeto no Senado, que é preciso aprofundar as discussões sobre o assunto. "Se não tivermos o devido cuidado, a tornozeleira pode vir a funcionar de forma inversa, marginalizando ainda mais o apenado ou provocando rejeição social", afirmou.
(Joseph Joubert)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A IMPORTÂNCIA DA VIDA.
Quantas circunstâncias que poderiam ser evitadas, mas ao contrário, vamos empurrando o caos da vida. Situações que nos amortecem em dose de elefante.Deixamos de viver por causa dos outros; deixamos de ser felizes pelo que vão pensar ou falar. Deixamos de viver emoções para morrer trancafiado no que a sociedade edita como correto.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Descoberto 2º vazamento no Golfo do México
No entanto, ao contrário do acidente com a plataforma Deepwater Horizon, da British Petroleum, este seria muito pequeno – menos de um barril ao dia.
Pequenas quantidades de óleo, numa média de um terço de barril por dia, estão vazando de um poço operado pela Taylor Energy. Em comunicado, a empresa confirma o vazamento mas diz que ele é “mínimo” e nunca chegou à costa.
O petróleo está vindo de uma antiga plataforma destruída em 2004 pelo Furacão Ivan, e não da Ocean Saratoga, propriedade da Diamond Offshore e operada pela Taylor, como alguns veículos chegaram a divulgar.
Especulações sobre este segundo vazamento na região vinham crescendo há algum tempo. Na segunda-fera, o jornal Press Register, do Alabama, confirmou a existência do problema com dados de um documento federal a que teve acesso.
O Golfo do México é local de uma das piores tragédias ambientais da história. Desde o dia 20 de Abril, quando explodiu a plataforma da BP, cerca de 800 mil litros de petróleo estão vazando por dia no mar. Até agora, todas as tentativas de conter o vazamento falharam, o que aumentou a pressão sobre a empresa e o governo americano.
O presidente Barack Obama, criticado por muitos por sua demora em responderão problema, já havia decretado uma moratória de seis meses em quaisquer operações de perfuração em águas profundas. Ontem, o Departamento de Interior divulgou um guia com sete medidas de segurança a serem obrigatoriamente adotadas por todas as exploradoras de gás em petróleo.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/descoberto-2o-vazamento-no-golfo-do-mexico-09062010-6.shl
Bom, depois não acreditam que o mundo pode acabar em 2012, não que eu acredite nisso, mas no modo que esse capitalismo avança extraindo e destruindo recursos naturais, de forma mal planejada e desordenada, contribuindo assim com a degradação do meio ambiente. Você me pergunta o que poderia acontecer, afinal ninguém bebe a água do oceano mesmo né, mas lembre-se que comemos o peixe dele, e outros seres também comem, isso poderia causar um abalo enorme na cadeia alimentar atingindo nós seres humanos diretamente e indiretamente. A culpa também não é só da BP, pois se não houvesse procura, não haveria tanta necessidade de produção desgovernada, e assim não correriam risco de acontecer um desastre ambiental desse porte. Mas acho que do jeito que está não tem como isso parar, viramos escravos de um sistema em que não podemos nem ao menos rejeita-lo, e se nós o rejeita-lo morreriamos de fome.
Como Gandhi diria “a Natureza pode suprir todas as necessidades da Humanidade, menos sua ganância”. Pense nisso!
Sérgio Gabriel da Costa Rubio, jovem consciente.
Comissão vota ‘inquirição’ de personagens do dossiê
Foi marcada para a tarde desta quarta (9) uma sessão da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso.
Na pauta, a votação de um requerimento que sugere a audição de dois personagens envolvidos na polêmica do dossiê.
São eles: o policial Onézimo Sousa, aposentado da Polícia Federal; e o ex-sargento do serviço secreto da Aeronáutica Idalberto Matias, conhecido como Dadá.
Os dois participaram, em 20 de abril, da reunião na qual se discutiu a constituição de um grupo para espionar o presidenciável tucano José Serra.
São signatários do requerimento os deputados tucanos Gustavo Fruet (PR) e Emanuel Fernandes (SP).
Há chances reais de aprovação. A oposicionista tem maioria sobre o governo na comissão: quatro votos a dois.
O comando da comissão é tucano: na presidência, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na vice, Emanuel, um dos autores do requerimento.
Na bancada, mais dois oposicionistas: Fruet, o segundo autor da peça; e José Agripino Maia (DEM-RN).
Pelo governo, apenas dois votos: o do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
A comissão não tem poderes para convocar Onézimo e Dadá. Vai apenas “convidar” a dupla a prestar esclarecimentos. O convite pode ser aceito ou não.
“Nosso objetivo é dar transparência a esse caso, jogar luz sobre ele. Até para impor um freio a esse tipo de operação, que vem se repetindo a cada eleição”, diz Fruet.
Noutra frente, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) protocolou na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara mais três requerimentos.
Num, sugere a convocação do ministro Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Nos outros, propõe que sejam ouvidos dois cidadãos americanos.
São eles: Scott Goodstein e Ben Self. Atuaram no comitê eleitoral do presidente dos EUA, Barack Obama.
Vieram ao Brasil para auxiliar na montagem da campanha de internet da presidenciável petista Dilma Rousseff.
E daí? Quem bancou a vinda da dupla a Brasília foi o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono da Dialog Comunicação.
A empresa de Benedito tornou-se, sob Lula, uma portentosa prestadora de serviços do governo. Beliscou contratos superiores a R$ 40 milhões.
Deseja-se esclarecer em que condições Benedito se tornou um financiador de despesas da campanha de Dilma. Faz doações oficiais ou repassa verbas por baixo da mesa?
Benedito tornou-se um freqüentador assíduo da casa onde funciona o braço de comunicação da campanha de Dilma, no Lago Sul, bairro chique de Brasília (foto lá no alto).
Partiu dele, aliás, a sugestão de aluguel do imóvel. Custa R$ 18 mil por mês. O empresário está vinculado também ao caso do dossiê.
Participou, junto com o jornalista Luiz Lanzetta, da reunião com o Onézimo, o policial federal de pijama; e Dadá, o ex-agente secreto da Aeronáutica.
Na versão de Onézimo, seria Benedito o provedor das despesas do grupo de espionagem que seria constituído para espionar Serra. Coisa de R$ 1,6 milhão.
Na contraversão de Lanzetta, que pediu desligamento do comitê de Dilma depois que o caso foi às manchetes, deu-se coisa diversa.
O jornalista sustenta que foi Onézimo quem o chamou para a fatídica reunião. Para quê? Para propor um trabalho de contra-espionagem.
O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), delegado licenciado da PF, estaria montando dossiês contra políticos aliados do governo. Algo que Itagiba nega.
E por que o tucano Macris deseja ouvir também o ministro Jorge Hage? Porque a Controladoria-Geral da União investiga os contratos da Dialog com o governo.
Há suspeitas de fraudes em licitações. Também o TCU perscruta as relações da Dialog com o Estado. A depender do PSDB, a apuração será aprofundada.
Nesta quarta (9), o partido protocolará no TCU um pedido para que sejam investigados todos os contratos firmados pela empresa de Benedito com o governo Lula.
De resto, o partido de Serra preparava na noite passada um pedido de investigação que será protocolado na Procuradoria-Geral da União.